sábado, 25 de abril de 2009

Aprenda a Amar-se a si mesma... e a passar a Fibromialgia para segundo plano


ALERTA AMARELO: Apego excessivo à rotina e à organização. Mau humor e instabilidade diante de pequenas mudanças e imprevistos. Irritabilidade, autocobrança e perfeccionismo.

ALERTA VERMELHO: Intolerância, dificuldade em relacionar-se e adaptar-se a situações novas, ataques de cólera. Mania de ordem e de limpeza. Adoção de rituais como lavar as mãos sempre, verificar se as portas estão fechadas etc.

Para flexibilizar Investigue do que você tem medo. Com freqüência, a rigidez é um modo que a pessoa encontra para se proteger de algo que considera uma ameaça. Pergunte-se: o que me deixa instável? O que vai acontecer se eu me sentir insegura? Eleja em que aspectos é fundamental manter um bom desempenho, mas não deixe que o seu critério de excelência abarque todas as áreas da vida. Não dá para ser ótima em tudo. A massagem e a dança de salão são boas indicações para aliviar essa dureza. Na massagem, permitir que alguém a toque é um exercício de entrega e confiança. No salão, terá que soltar o corpo e deixar-se conduzir pelo parceiro. Dançar conforme a música traz jogo de cintura. Nos dois casos, talvez sinta-se desconfortável no início. Persista. Em troca, terá prazer e ganhará maleabilidade.

SOL CONTRA A APATIA
Este exercício de alongamento com mentalização é um revigorante poderoso. Tente praticar pela manhã, de preferência ao acordar, e ganhará força para enfrentar o dia. Quando puder, pratique ao ar livre. Mas mesmo no apartamento, em frente a janela, a luz chegará até você.
De frente para o sol ,fique de pé e junte as mãos na frente do peito, como se fosse rezar. Feche os olhos, pense na energia do sol e na cor laranja. Inspire e estique os braços para cima da cabeça, até sentir a barriga alongar. Separe as mãos e desça os braços lateralmente, desenhando um círculo em volta de você e imaginando que o sol a abraça. Finalize retornando as mãos, em prece, na frente ao peito. A cor laranja representa a vitalidade e poderá ajudá-la a se sentir aquecida, energizada e pronta para enfrentar mais um dia.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ansiedade e Fibromialgia

Embora o termo “ansiedade” é usado de maneira de maneira corriqueira para várias situações estressantes do dia-a-dia, a ansiedade excessiva e persistente pode ser parte de distúrbios maiores, como o distúrbio da ansiedade generalizada (DAG), síndrome do pânico, fobias, comportamento obsessivo compulsivo e síndrome do stress pós-traumático. 


A ansiedade na verdade é uma sensação de intranqüilidade, apreensão e medo, marcada por sinais corporais como suores, tensão muscular e taquicardia. Esta sensação é muito comum em pacientes com fibromialgia (FM), e muita atenção tem sido dada às conexões que possam existir entre esses dois problemas. 

Ao invés de ficar-se pensando o que veio primeiro, a ansiedade ou a FM, muitos pesquisadores estão verificando que possivelmente as duas possam ter uma causa em comum, como uma vulnerabilidade que deixe a pessoa mais propensa a ter as duas condições. Uma das melhores maneiras de se estudar este fato é estudar as famílias com os dois problemas – isto ainda não foi feito com a ansiedade, mas sim com a depressão e fibromialgia, mostrando que ambas apresentam uma tendência familiar bastante importante. 

O controle da ansiedade é importante, já que níveis elevados desta aumentam o nível de dor. Isto é clássico na dor aguda - por exemplo, se você fica ansioso na cadeira do dentista, sentirá mais dor no procedimento. Isto está sendo também examinado na dor crônica. Além disso, a ansiedade interfere com outros sintomas da FM, como a fadiga e os problemas de memória. 

Quando que a ansiedade é normal e quando ela é um problema de saúde? A resposta é fácil – quando começa a afetar sua qualidade de vida. Quando você começa a faltar ou adiar compromissos por nervosismo, quando ataques de ansiedade vêm rápido e sem aviso ou quando o sono ou apetite começam a ficar afetados. 

Como tratar a ansiedade no paciente com fibromialgia? Os mesmos tratamentos que são usados em pacientes sem FM podem ser usados: medicações e terapia. Com relação à psicoterapia, a mais efetiva parece a ser a “cognitivo-comportamental”. Cada vez mais os antidepressivos estão sendo usados na ansiedade, ao invés dos clássicos ansiolíticos. Parece ser que estas medicações funcionam de uma maneira mais eficiente, com a vantagem de não causarem dependência física. Vários estudos mostram que a psicoterapia mais as medicações funcionam melhor do que cada uma em separado. 

Outros tratamentos incluem manter um “diário da ansiedade”, para tentar identificar o que desencadeia a ansiedade e o que pode ser feito para minimizar seus efeitos. O exercício, tão fundamental na FM, também ajuda na ansiedade. Enfim, a ansiedade tem recebido mais atenção dos pesquisadores em dor, e a descoberta de uma causa comum entre a ansiedade e a FM pode ajudar a melhor compreender e tratar as duas condições.

Como lidar com as Crises da Fibromialgia

Pacientes com fibromialgia (FM) ocasionalmente experimentam “crises” da doença, isto é, momentos quando os sintomas da fibromialgia pioram. Os sintomas que pioram geralmente são a dor, as alterações do sono e a fadiga. Saber lidar com estas situações é uma habilidade importante de ser adquirida. Um primeiro passo é tentar identificar o que desencadeia as crises. Na maioria das vezes, o paciente consegue definir algum fato ou situação que levou a uma piora do quadro. Um dos fatores mais comuns é o exagero na atividade do dia-a-dia, principalmente afazeres domésticos. Fatores emocionais também são uma causa importante das crises. Alterações climáticas podem aumentar a percepção dolorosa. Em algumas mulheres, as crises são sempre em período pré-menstrual, demonstrando que causas hormonais também podem estar atuando. 


Reconhecendo estes desencadeadores, o paciente com fibromialgia pode ganhar algum controle sobre as crises, evitando ou tomando medidas preventivas sobre estes fatores. 

Embora a atividade física seja fundamental para pacientes com FM, o excesso de atividade corporal pode levar a uma piora de sintomas. O paciente com FM está descondicionado fisicamente, e o exagero numa atividade doméstica ou no exercício pode desencadear uma crise que dure dias .É importante dividir tarefas que exijam esforço físico, não tentando “compensar” pelos dias perdidos .Também é importante não tentar esgotar as tarefas de uma só vez. Por exemplo, a tendência de uma dona-de-casa é sempre passar toda a roupa, para depois dobrá-la e guardá-la. Seria menos cansativo passar um pouco da roupa, depois guardar um pouco e voltar a passar. Isto faz variar os grupos musculares que estão sendo usados, e permite um melhor equilíbrio da fadiga muscular. Sempre se deve fazer alongamentos antes de qualquer atividade física, tanto no trabalho como no lazer. Se há a chance de haver mais dor por realizar certa atividade, usar medicações analgésicas antes desta atividade pode ser extremamente útil. 

O estresse emocional não causa a FM, mas com certeza pode piorar os sintomas. Deve-se sempre manter atento se um quadro de depressão ou ansiedade estão surgindo. As condições do tempo também podem piorar os sintomas. Como isto não pode ser mudado, é interessante um aumento nas medicações para o paciente que sente que está mais sensível. Estas questões devem sempre ser discutidas com o médico. 

Da mesma maneira, se a paciente sente piora durante o período pré-menstrual, ajustes podem ser feitos neste período em relação à medicação para dor, para o sono e para relaxamento muscular. Existem hoje medicações específicas para o período pré-menstrual, que devem ser usadas por todo o mês. Estas opções devem ser discutidas na consulta médica. 

Outras dicas durante as crises: descansar bastante, usar formas de calor para aliviar a dor – banhos quentes (principalmente de banheira, se possível), compressas quentes e bolsas de água quente. Uma soneca de 30 minutos após um banho quente pode ser uma boa estratégia para aliviar a dor. Massagens, alongamentos também são boas opções, mas alguns pacientes podem não tolerá-los durante a crise. A acupuntura é uma boa opção para um alívio da dor nas crises. Procure fazer atividades que lhe dêem prazer, para ajudar no relaxamento. Respire fundo e devagar – a crise leva a um aumento no número de respirações (hiperventilação), o que pode levar a sintomas como tontura e amortecimentos, aumentando o estresse. 

Procure pensar coisas positivas, repetindo-as com freqüência – “esta crise não durará para sempre” , “eu posso lidar com isso”, “eu farei isto ou aquilo para me sentir melhor”. Estes pensamentos lhe darão força para passar por este período difícil. Algumas pessoas gostam de escrever, e escrever sobre a FM, a crise e o que você está fazendo para ameniza-la já se provou muito eficiente para o sentimento de auto-estima do paciente.